segunda-feira, 14 de março de 2011

Bem Estar Animal, bom pra cachorro

O projeto atende mais de 100 cães em Palhoça e será expandido para Tubarão.
Os maus tratos aos animais, a falta de informação e de cuidado com os bichinhos, são alguns dos casos tratados pelo projeto “Bem Estar Animal” coordenado pela professora e coordenadora do curso de letras Chirley Domingues. O projeto surgiu através do curso de medicina e hoje atende mais de 100 animais abandonados nas aldeias indígenas Mbyá Guarani do Maciambú e do Morro dos Cavalos, além dos animais abandonados no entorno da Unisul – campus universitário Grande Florianópolis - Pedra Branca -, em Palhoça, e de outras comunidades do bairro.

Com início em agosto de 2009 o projeto “Bem Estar Animal” tem duas principais ações: a educativa e a preventiva.

Na primeira delas tem a intenção de conscientizar a população como explica a professora Chirley. “Nós fazemos palestras orientando as pessoas em escolas e centros comunitários explicando a necessidade dos cuidados básicos com os animais, a importância da castração e a legislação referente aos maus tratos e ao abandono dos animais”.

E na segunda é a prevenção da proliferação desses animais através da castração de cães e gatos abandonados ou de famílias que não têm condições de pagar por esse procedimento, para isso a prefeitura de Palhoça tem uma parceria com o projeto, e toda quarta-feira à tarde um professor veterinário da Unisul e uma veterinária da prefeitura realizam as castrações no campus Universitário Grande Florianópolis - Pedra Branca -, além de um mutirão de castração que acontece quinzenalmente com outros veterinários voluntários que auxiliam nas cirurgias. Nesse ano as castrações começam a partir de 17 de março.

No ano de 2010, o projeto visitou as aldeias indígenas de Palhoça duas vezes por mês, para realizar a vacinação e a alimentação desses animais abandonados. Chirley, ainda, alerta para os atendimentos de emergência. “Tiveram vários atendimentos emergenciais, animais que foram atropelados ou com doenças como a cinomose”.

Hoje o projeto conta com o auxilio de algumas empresas, o que facilita o trabalho como, por exemplo, o Pet Shop Pet Palu, o Grupo SINASC, a Clinica Veterinária Palhoça, a OBA Floripa e a APRAP, que auxiliam o projeto financeiramente e com doações de ração e outras necessidades dos animais.

Neste ano o projeto será apresentado no campus Universitário de Tubarão, “No dia 28 de março nós vamos apresentar o projeto ao curso de Veterinária a convite do coordenador do curso no campus de Tubarão” afirma Chirley. E para quem tem ou quer ter um animal de estimação fica o recado da professora Chirley: “A pessoa que tem ou quer ter um animal precisa se conscientizar de que ele é um ser vivo, e assim necessita de cuidados para não adoecer e nem morrer. O homem tem que ter discernimento de saber que existe uma vida em suas mãos e que o animal terá por ele um amor incondicional, pois para o animal, seu dono é seu líder”.

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